"A Talho de Foice"

Janeiro 15 2012

Meus caros paroquianos, O Tempo Comum chegou e com ele o regresso à vida de todos os dias de Nosso Senhor Jesus Cristo. Este tempo, não se fixando num aspecto fundamental da nossa Redenção, apresenta-nos a vida, o mistério e os sinais de Jesus para nossa Evangelização e Conversão. Durante este tempo somos convidados a olhar para o Mistério Pascal no seu todo. Hoje descobrimos que Deus nos conhece pelo nome, mesmo quando ainda não ouvimos falar DELE. Deus insiste no chamamento e permanentemente no-lo repete como a Samuel. Muitas vezes queridos irmãos devido ao barulho do mundo não somos capazes de reconhecer a voz do Senhor que nos chama, outras vezes são os silêncios da história que nos impedem de reconhecer a Sua presença, mas ainda assim o Senhor insiste e coloca diante de nós mediadores, como Helí, que nos ajudam a perceber que o Senhor apenas espera que também nós lhe respondamos: “Fala Senhor que o vosso servo escuta”. Ao iniciarmos esta nova etapa do nosso ano litúrgico convido-vos a que também nós perguntemos ao Senhor : - “Mestre onde moras”? Após ter feito esta pergunta, o Apóstolo é convidado a “ir ver” e segundo o texto, ficou com Ele. Fiquemos também hoje com o Senhor. Ele olha-nos nos olhos, chama-nos pelo nome e muda-nos o nosso próprio nome para que nos seja dada, como Simão Pedro, uma nova história. Com Jesus é assim! Quando Ele irrompe na nossa vida somos confrontados com um poder diferente que tudo muda e que transforma o nosso agir. A força do Evangelho é assim. Transforma a nossa vida e faz com que sigamos aquele que é o Cordeiro de Deus e que pela entrega da Sua vida, tira o pecado do mundo. Caros paroquianos com facilidade esquecemos o refrão do salmo responsorial e trocamos o pronome possessivo. Não é fácil reconhecer que vimos ao mundo para fazer a Vontade do Senhor… Tantas vezes o jogo das nossas forças está no desejo desmedido de cumprir a nossa vontade em detrimento da vontade de Deus a nosso respeito. Neste contexto de recomeço litúrgico e de propósitos de mudança sempre presentes ao longo do ano, coloquemo-nos na senda daqueles que nos convidaram a encontrar o Messias e façamos da nossa presença no lugar onde Ele mora, um tempo de graça verdadeira. Que Deus nos ajude. Votos de uma boa semana e até Domingo se Deus quiser. PP

publicado por Pedro Manuel às 08:45
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Janeiro 05 2012


O INÍCIO DE UM NOVO ANO, dom de Deus à humanidade, induz-me a desejar a
todos, com grande confiança e estima, de modo especial que este tempo, que se abre
diante de nós, fique marcado concretamente pela justiça e a paz.
Com qual atitude devemos olhar para o novo ano? No salmo 130, encontramos
uma imagem muito bela. O salmista diz que o homem de fé aguarda pelo Senhor «
mais do que a sentinela pela aurora » (v. 6), aguarda por Ele com firme esperança,
porque sabe que trará luz, misericórdia, salvação. Esta expectativa nasce da
experiência do povo eleito, que reconhece ter sido educado por Deus a olhar o mundo
na sua verdade sem se deixar abater pelas tribulações. Convido-vos a olhar o ano de
2012 com esta atitude confiante. É verdade que, no ano que termina, cresceu o
sentido de frustração por causa da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e
a economia; uma crise cujas raízes são primariamente culturais e antropológicas.
Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo,
impedindo de ver com clareza a luz do dia.
Mas, nesta escuridão, o coração do homem não cessa de aguardar pela aurora de
que fala o salmista. Esta expectativa mostra-se particularmente viva e visível nos
jovens; e é por isso que o meu pensamento se volta para eles, considerando o
contributo que podem e devem oferecer à sociedade. Queria, pois, revestir a
Mensagem para o XLV Dia Mundial da Paz duma perspectiva educativa: « Educar os
jovens para a justiça e a paz », convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo
e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo...
As preocupações manifestadas por muitos jovens nestes últimos tempos, em
várias regiões do mundo, exprimem o desejo de poder olhar para o futuro com
fundada esperança. Na hora actual, muitos são os aspectos que os trazem
apreensivos: o desejo de receber uma formação que os prepare de maneira mais
profunda para enfrentar a realidade, a dificuldade de formar uma família e encontrar
um emprego estável, a capacidade efectiva de intervir no mundo da política, da cultura
e da economia contribuindo para a construção duma sociedade de rosto mais humano
e solidário...
Os responsáveis da educação
A educação é a aventura mais fascinante e difícil da vida. Educar – na sua
etimologia latina educere – significa conduzir para fora de si mesmo ao encontro da
realidade, rumo a uma plenitude que faz crescer a pessoa. Este processo alimenta-se
do encontro de duas liberdades: a do adulto e a do jovem. Isto exige a
responsabilidade do discípulo, que deve estar disponível para se deixar guiar no
conhecimento da realidade, e a do educador, que deve estar disposto a dar-se a si
mesmo. Mas, para isso, não bastam meros dispensadores de regras e informações;
são necessárias testemunhas autênticas, ou seja, testemunhas que saibam ver mais

longe do que os outros, porque a sua vida abraça espaços mais amplos. A
testemunha é alguém que vive, primeiro, o caminho que propõe.
E quais são os lugares onde amadurece uma verdadeira educação para a paz e a
justiça? Antes de mais nada, a família, já que os pais são os primeiros educadores. A
família é célula originária da sociedade. « É na família que os filhos aprendem os
valores humanos e cristãos que permitem uma convivência construtiva e pacífica. É
na família que aprendem a solidariedade entre as gerações, o respeito pelas regras,
o perdão e o acolhimento do outro ». Esta é a primeira escola, onde se educa para a
justiça e a paz...
Também os jovens devem ter a coragem de começar, eles mesmos, a viver aquilo
que pedem a quantos os rodeiam. Que tenham a força de fazer um uso bom e
consciente da liberdade, pois cabe-lhes em tudo isto uma grande responsabilidade:
são responsáveis pela sua própria educação e formação para a justiça e a paz.
Educar para a verdade e a liberdade
Santo Agostinho perguntava-se: « Quid enim fortius desiderat anima quam
veritatem – que deseja o homem mais intensamente do que a verdade? ». O rosto
humano duma sociedade depende muito da contribuição da educação para manter
viva esta questão inevitável. De facto, a educação diz respeito à formação integral da
pessoa, incluindo a dimensão moral e espiritual do seu ser, tendo em vista o seu fim
último e o bem da sociedade a que pertence. Por isso, a fim de educar para a
verdade, é preciso antes de mais nada saber que é a pessoa humana, conhecer a
sua natureza. Olhando a realidade que o rodeava, o salmista pôs-se a pensar: «
Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que Vós
criastes: que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para com ele
Vos preocupardes? » (Sal 8, 4-5). Esta é a pergunta fundamental que nos devemos
colocar: Que é o homem? O homem é um ser que traz no coração uma sede de
infinito, uma sede de verdade – não uma verdade parcial, mas capaz de explicar o
sentido da vida –, porque foi criado à imagem e semelhança de Deus. Assim, o facto
de reconhecer com gratidão a vida como dom inestimável leva a descobrir a
dignidade profunda e a inviolabilidade própria de cada pessoa. Por isso, a primeira
educação consiste em aprender a reconhecer no homem a imagem do Criador e,
consequentemente, a ter um profundo respeito por cada ser humano e ajudar os
outros a realizarem uma vida conforme a esta sublime dignidade.

Papa Bento XVI

publicado por Pedro Manuel às 14:55
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Dezembro 24 2011

 

        Anunciamo-vos, irmãos, uma boa notícia, uma grande alegria para todo o povo;escutai-a com o coração cheio de júbilo.

         Tinhampassado milhares e milhares de anos desde que, ao princípio, Deus criara o céue a terra e fizera o homem à sua imagem e semelhança; e milhares e milhares deanos desde o fim do dilúvio, quando o Altíssimo fez resplandecer o arco-íris,sinal de aliança e de paz.

         Cercade dois mil anos depois de Abraão, nosso pai na fé, deixar a sua pátria;

1250 anos depois de os israelitas,guiados por Moisés, saírem do Egipto;

1000 anos depois da unção de Davidcomo rei;

no ano 752 da fundação de Roma;

no ano 42 do império de Octávio Augusto, enquantoreinava a paz sobre toda a terra,

há 2011 anos, em Belém de Judá, cidade humilde deIsrael, naquele tempo ocupada pelos romanos,

num estábulo, por não haver lugar na hospedaria,

de Maria Virgem, esposa de José, da casa e família deDavid,

NASCEU JESUS,

Deus eterno, Filho do eterno Pai e homem verdadeiro,

chamado Messias e Cristo,

o Salvador esperado pela humanidade.

 

 - Os párocos da Sé de Faro desejam-vos um santo e Feliz natal. Que o ano 2012 seja repleto das bênçãos do Menino-Deus.

 

publicado por Pedro Manuel às 12:39
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Dezembro 17 2011

Meus caros paroquianos

Chegamos ao último Domingo do Tempo do Advento! Se ao longo das semanas passadas temos acompanhado diferentes personagens, neste Domingo surge-nos aquela que dá o tom a toda a nossa caminhada, Maria Santíssima. Na simplicidade de quem questiona a possibilidade da sua maternidade encontramos a realidade amorosa da impossibilidade divina.

A presença do Altíssimo e a força do Espírito Santo constituem o alicerce de decisão que alimenta a certeza e a confirmação de que a Deus nada é impossível! Diante deste milagre de amor a Mãe do Filho de Deus responde com a doçura de quem aprende a escutar com o coração: Eis-me… Faça-se!...

A liturgia da Palavra deste Domingo é um convite a reconhecermos o amor que Deus tem pela humanidade e o modo como esse amor se expressa e espelha na história de amor que Deus dirige a cada um. O primeiro Natal acontece pela generosidade e simplicidade de um Sim! Não são necessários discursos nem grandes alaridos… o medo não tem a última palavra. A Palavra definitiva que torna possível a presença do Verbo de Deus é um Sim! É no silêncio que o milagre acontece e a Palavra tem lugar!

Entregar-se a Deus sem reservas não é uma loucura, é um desafio que Deus lança a quem sabe que amar sem reservas é o caminho… É fazer o que nos pede o coração na certeza de que o Senhor está connosco! Deus diante dos homens tem a atitude normal de Quem se preocupa com o Seu povo, neste caso concreto com o Seu filho… e a experiência desse dom de Deus faz com que se entoe com o salmista um hino de acção de graças: “Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor”.

Deus é o Senhor que conduz a história, por isso a Ele se entrega a Glória devida por Seu Filho Jesus Cristo! “De muitas maneiras e modos falou Deus aos nossos pais pelos profetas, nestes dias que são os últimos falou-nos por Seu Filho” (Heb 1, 1) e apenas falou assim porque houve a disponibilidade e simplicidade do Sim da Jovem de Nazaré.

Que a Virgem Imaculada nos ajude a dizer Sim em cada chegada, isto é, em cada Advento!

Até Domingo se Deus quiser.

 

PP

publicado por Pedro Manuel às 02:05
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Dezembro 17 2011

PALAVRA DA SEMANA

Meus caros paroquianos
Na nossa caminhada adventícia somos convidados a subir mais um degrau. Exultai! O convite à alegria é a marca deste terceiro Domingo do Advento.
A primeira leitura de hoje é a apresentação de uma boa notícia. O profeta é escolhido pelo Espírito do Senhor para anunciar, curar e proclamar a libertação e a graça! Porque este é um desígnio de Deus somos igualmente convidados a rejubilar no Senhor que nos adorna, envolve e faz renascer. Regular e previsível como o crescimento silencioso da natureza, assim será o louvor da história, ao Senhor.
Deus tem um sonho de Salvação para o homem, especialmente para todos aqueles que são mais fracos, mais pobres, mais sós.... Ninguém está só quando tem Deus no seu coração. A boa notícia referida acima, não pode deixar ninguém triste nem indiferente pois o nosso Deus prefere o mais pequeno, o mais simples, aquele que maior necessidade tem de ser amado. Percebemos bem, então, porque é que liturgia nos faz viver este Domingo em clima de Alegria... Não pode haver choro, sofrimento ou tristeza diante deste Senhor que vem com o objectivo claro de nos dar a Esperança.
neste contexto, escutamos também o estímulo de S. Paulo: "Vivei sempre alegres" pois desse modo sereis irrepreensíveis para vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Este desafio do Apóstolo dos gentios recorda-nos que a fidelidade é fruto desta constância. Não há outro caminho ou alternativa... se nos afastarmos do mal, viveremos em paz! Todos sabemos, pela Fé, que nos havemos de encontrar com o Senhor. Então, a nossa meta final não pode ser alcançada no desepero ou no alheamento da vida... havemos de tornar a nossa vigilância, activa; a nossa conversão, preparatória de um encontro especial e a nossa alegria, espelho de uma Páscoa que sabemos eterna. O crente é alguém que encontra na oração e na alegria os dois pilares da sua caminhada. Sejamos crentes, sejamos alegres, sejamos orantes!
Imagem de quem se prepara para a iminência da vinda, é João Baptista.
Quem és tu? O nome, a história, a missão, são características que nos identificam. É isto que os fariseus perguntam a João Baptista! O homem enviado por Deus que nos foi apresentado anteriormente vem rasgar caminhos para que surja o espaço para a verdadeira luz. Este é a voz que prepara o caminho d'Aquele que há-de vir. Ele propõe a novidade que será realidade com a vida pública de Jesus. Às vezes também nós andamos impedidos de ver a luz verdadeira mas ela não deixa de existir pelo facto de nós não a reconhecermos... ela está lá mas espera o seu momento, a sua hora.
Neste contexto em a liturgia chega ao coração do Advento, e na semana em que iniciamos a novena do Natal peçamos a S. João Baptista que continue a gritar com voz forte, que há um caminho novo a preparar... é o caminho por onde passará o Senhor das nossas vidas e esse caminho é o nosso coração.
Alegrai-vos o Senhor está a chegar! Que Ele chegue e que os nossos rostos de tristeza sejam transformados em alegria que não passa!
Até Domingo se Deus quiser!

PP

publicado por Pedro Manuel às 02:04
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Tanta coisa que está a talho de foice... umas vezes cortamos mesmo... outras torneamos a questão para que se faça uma prévia separação...
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