"A Talho de Foice"

Maio 13 2012
Meus caros paroquianos,
O Evangelho de hoje é eminentemente vocacional! Não somos nós que escolhemos a Deus mas é Ele que no Seu amor por nós nos escolhe e em nós faz uma vida diferente porque mais entregue e feliz! E o objectivo desta escolha é irmos e darmos fruto, e fruto que permaneça… fruto que chame e convide a uma entrega mais verdadeira e testemunhante da beleza de termos Fé.
Sem Jesus Cristo “nada podemos fazer”, pois a nossa vida só faz sentido porque estamos unidos n’Ele que é a cepa de que somos os sarmentos. Esta união faz com que experimentemos aquela palavra do Evagelho que nos motiva e leva a uma entrega mais profunda e a uma verdade mais bela, somos Seus amigos… Não somos servos pois o servo não sabe o que faz o Seu Senhor nem o conhece, somos amigos porque “conhecemos o que Jesus ouviu a seu pai”.
A beleza do encontro com a Fé desafia-nos a deixarmos cair certezas e medos particulares e a colocar a nossa história na senda de quem deseja caminhar e de quem busca uma verdade nova em suas vidas.
Este mistério de amor é sinal de que Deus não faz acepção de pessoas, Ele fala a todos os que lhe abrem o coração e derrama o Seu Espírito àqueles que caminham sem medo em busca da descoberta da Fé.
A primeira leitura de hoje convidava-nos a isso mesmo, deixar para trás incertezas e medos, e abrir o coração à luz que o Espírito dá e concede a quem se deixa conduzir. É diante de nós, todos os povos, que o Senhor manifesta a Sua salvação e nos convida a uma adesão mais franca e profunda.
Aderindo a Deus, aderimos também aos irmãos pelo amor que nos une. Só pelo amor chegaremos à vida de Deus em nós e ao Seu conhecimento profundo. Quem ama permanece em Deus porque Deus é Amor.
Uma das virtudes que devemos reconhecer e salienta é justamente a virtude da gratidão. “Deus amou-nos tanto ao ponto de entregar o Seu Filho que dá a vida por nós”.
Entusiasmados por esta palavra e desejosos de vêla cumprir-se nas nossas vidas, amemo-nos! Façamos do Evangelho a nossa norma de vida e guardando os mandamentos de Deus, permaneçamos no Seu Amor.
Até Domingo, se Deus quiser.

PP
publicado por Pedro Manuel às 00:35
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Maio 05 2012
Meus caros paroquianos,
A liturgia da palavra de hoje convida-nos a permanecer em Cristo e a fazer d’Ele a razão de ser da nossa vida comunitária. A comunidade alicerça-se na vivência do diálogo e da patilha, e o cristão, tanto melhor viverá este desafio quanto mais acreditar em Jesus e conformar com Ele o seu agir, amando os seus irmãos ao ponto de por eles dar a vida.
A primeira leitura mostra-nos como o grande milagre da vida de Paulo, a sua conversão, confundiu aqueles se cruzavam com o próprio e eram alvo da sua evangelização. Todos temiam Paulo pela sua história passada, mas a mudança que se operou na sua vida é obra de Deus e não obra humana. Diante de todos falava com firmeza do nome do Senhor e também pelo seu testemunho e exemplo, a Igreja gozava de paz. Nos dias que correm esta realidade não é assim. Aparentemente vivemos em paz, mas muitas vezes esta paz é superficial porque o fraco testemunho do nosso pecado nos conduz a uma guerra silenciosa e muito destrutiva internamente.
O conhecimento de Jesus Cristo leva-nos a isto: a um anúncio desassombrado do Mistério de Deus! O cristão não pode ser isolado nem pode ser uma voz solta na vivência da fé. Não nos pregamos a nós… Pregamos Cristo, e Cristo Ressuscitado! Na vida da comunidade encontrará a razão de ser para o seu testemunho crente e feliz fundado na experiência de colocar tudo em comum e ao serviço do outro.
Por vezes vivemos a realidade de comunidades fechadas onde o acolhimento cristão pouco passa. Nesses momentos, como Paulo, é necessário reviver o encontro de Damasco, pois desse encontro decisivo nasceu o desejo de levar o nome de Jesus à multidão dos que andavam dispersos.
A renovação da Igreja e das nossas comunidades passa naturalmente pelo amor que dedicarmos aos nossos irmãos e pela união que tivermos para com a videira de que somos ramos. Se n’Ele estamos apoiados, Deus está connosco e permanece em nós e nas nossas atitudes. Deus é maior que o nosso coração e por isso, maior, também, que os nossos desejos finitos e terrenos.
Na corresponsabilidade de uma comunidade que queremos cada vez mais familiar, peçamos ao Pai o que quisermos, pois se o nosso pedido for feito com verdade e sinceridade, ser-nos-á concedido e a Fé será um testemunho ainda mais vivo. Se dermos fruto pela constância da nossa vida seremos verdadeiros discípulos de Jesus e então, a Igreja será mais santa, porque será mais próxima de Deus. Será mais bela porque pelo testemunho dos ramos passará necessariamente a força do tronco, Nosso Senhor Jesus Cristo!
Até Domingo se Deus quiser,
PP

PALAVRA PAROQUIAL

(Volta a colocar a notícia da viagem à terra santa, se faz favor)

AGENDA
publicado por Pedro Manuel às 01:25
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Abril 28 2012
O mês de Maio é o mês de Maria Santíssima, Mãe da Igreja e Nossa Mãe. A vivência deste mês há-de ser, por isso, muito voltada para os Mistérios do Filho de Deus que nos são expressos na maternidade Divina. Caminhemos ao longo deste mês com Maria Santíssima Senhora do Sim aquando da visita do Anjo. Vivamos com diligente caridade a visita a sua prima Santa Isabel. Contemplemos com o coração cheio de Amor o nascimento discreto do Salvador no presépio de Belém. Apresentemos o menino no Templo, mesmo que isso seja desígnio e profecia de dor e de espírito trespassado. Acompanhemos com esforçada compreensão a fuga para o Egipto e como experiência libertadora o regresso à Pátria. Paremos diante da perda do menino e descansemos no desejo que Ele teve de estar “nas coisas de Seu Pai”. Permaneçamos firmes na Fé com Maria quando ela pede aos discípulos de Seu Filho que “façam o que Ele disser” ou quando se vê exaltada na humildade quando escuta que mais feliz por ser mãe e irmão é “aquele que ouve a palavra de Deus e a põe em prática”. De um modo especial neste tempo pascal que acompanha, quase na totalidade, o decurso deste mês de Maio, vivamos a dor e o silêncio do túmulo junto à Senhora das Dores ou a experiência da Ressurreição com Nossa Senhora da Alegria. Todos estes mistérios de Jesus são festas e invocações de Maria Santíssima. São encontros e intercessões da Mãe de Deus e mãe nossa, pela Igreja e pelos baptizados. Neste mês prostremos o nosso coração por terra diante de Deus que “escolhe o fraco para confundir o forte”. Escolhe o humilde para levar a bom caminho a obra de Salvação da humanidade. Na senda de Maria, alegremo-nos por sermos discípulos do Filho, pois na simplicidade dessa entrega encontramos a beleza da nossa doação. Encontramos a realidade de um Deus que escolhe a natureza humana para nela habitar. Este é o mês do terço, o mês das romarias aos santuários marianos, é o mês de darmos à nossa Mãe Santíssima do Céu a alegria de cumprirmos os pedidos de Seu Filho: “Convertei-vos, mudai de vida”. Voltemos o olhar do nosso coração para Maria, a Senhora de Fátima que nos recordou a Penitência e a Oração e façamos desse pedido o nosso meio de santificação de cada momento do nosso dia e de cada dia do nosso mês.
P. Pedro Manuel
publicado por Pedro Manuel às 12:36
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Abril 28 2012

 

 

 

Refletir em traços gerais sobre a oportunidade deste tema e o significado do mesmo leva-me necessariamente a apresentar a palavra Vocação como sinónimo de escolha que Deus faz de alguém para o Seu serviço. Assim sendo, atrevo-me a iniciar a minha breve apresentação com um comentário à segunda parte do título: para hoje.

As vocações para hoje são aquelas que são de hoje, isto é, a necessidade da descoberta vocacional leva-nos a perceber que a caminhada vocacional contemporânea já não pode esperar vocações à imagem e segundo o estilo da história que está para trás, como quem espera e busca respostas contemporâneas a partir de paradigmas pretéritos. A vocação para ser real deve ser enquadrada naquilo que tem de contexto efetivo e autêntico onde acontecerá e servirá… o mundo concreto.

As vocações de hoje são a primavera que Deus oferece à vida do mundo para que este respire alimentado pelo ardor das mesmas e as faça crescer na esperança e na certeza de verem concretizados os seus ideais de entrega, doação e devoção a Deus que as criou e elegeu. Elas, são dom de Amor, e aquilo que é dom não depende de quem recebe mas de quem dá. E quem dá, é Deus, Senhor da vida e criador de cada homem e mulher. Só Ele conhece o interior do coração de cada um para que possa rasgar diante de cada vida o melhor caminho para a verdadeira Felicidade.

Num mundo estigmatizado pelos valores que anunciam uma Igreja que já não existe ou até por uma cultura que coloca o absurdo em primeiro lugar, aquele e aquela que se sentem chamados por Deus a uma vida de especial consagração não podem fazem tábua rasa do que é a experiência do eterno no tempo. Jesus assumiu a história com a Sua encarnação para a transformar e para mostrar que é possível viver no mundo sem ser do mundo. Assim, o vocacionado descobre-se como membro integrante deste mundo que não é seu mas que lhe é dado conhecer, servir e amar.

Não precisamos de números que encham estatísticas e também o olhar público. Precisamos de homens e mulheres sinceros que buscam no discernimento das realidades temporais, qual a vontade de Deus a seu respeito e qual o melhor caminho para a felicidade. Caminho e felicidade são duas notas dominantes que nos levam à descoberta de Deus e do outro, uma vez que a história particular de cada um é repleta de encontros, alegrias e experiências de um Deus que sendo grande está presente em pequenas coisas e de uma vida que sendo pequena se torna capaz de tocar um Mistério tão grande.

As vocações que mundo necessita hoje são ícones que mostrem Deus. Ninguém buscará um sacerdote, um religioso ou uma religiosa para que estes lhe apresentem grandes qualidades e capacidades profissionais e eclesiais. Eles vêm em busca de Deus. Precisam que o nosso rosto lhes mostre a imagem de um Deus que os ama, os espera e acima de tudo os compreende. Hoje, nós vocacionados ou somos homens e mulheres de Deus ou então já teremos perdido o amor primeiro que um dia nos fez dizer Sim.

A vocação é dom específico do Amor de Deus, termino, por isso,  com uma breve alusão à Mensagem de Sua Santidade o Papa Bento XVI para este 49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações: Trata-se de um amor sem reservas que nos precede, sustenta e chama ao longo do caminho da vida e que tem a sua raiz na gratuidade absoluta de Deus. O meu antecessor, o Beato João Paulo II, afirmava – referindo-se ao ministério sacerdotal – que cada «gesto ministerial, enquanto leva a amar e a servir a Igreja, impele a amadurecer cada vez mais no amor e no serviço a Jesus Cristo Cabeça, Pastor e Esposo da Igreja, um amor que se configura sempre como resposta ao amor prévio, livre e gratuito de Deus em Cristo» (Exort. ap. Pastores dabo vobis, 25). De fato, cada vocação específica nasce da iniciativa de Deus, é dom do amor de Deus! É Ele que realiza o «primeiro passo», e não o faz por uma particular bondade que teria vislumbrado em nós, mas em virtude da presença do seu próprio amor «derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo» (Rm 5, 5).

 

PP

publicado por Pedro Manuel às 10:00

Abril 21 2012

Palavra da Semana

III Domingo de Páscoa – Ano B

 

 

Meus caros paroquianos,

Neste tempo Pascal vivemos num permanente convite à mudança de horizontes. Pelos diferentes sinais pascais que a catequese da Igreja nos mostra e também pela profundidade da liturgia que se celebra, desde a Vigília Pascal ao Pentecostes. O Jesus crucificado, a quem deram a morte em troca da liberdade de um assassino, está vivo! E para O reconhecermos urge que nos convertamos. O anúncio sempre actual da conversão e do arrependimento não ficou relegado para o tempo da Quaresma, não! A primeira leitura deste Domingo coloca-o diante de cada um de nós e faz-nos experimentar a certeza da presença de Deus, pois o que os profetas anunciaram cumpriu-se na paixão e morte de Jesus.

O desejo que a Igreja, nossa mãe, tem para nós, é-nos expresso pela epístola de S. João: “Não pequeis”. Mas se o pecado fizer parte da vossa vida, tendes em Cristo Jesus a vossa defesa. É, sem dúvida alguma, um consolo escutar estas palavras e fazer delas o nosso alimento semanal. Elas são o desejo de Deus a nosso respeito pois o amor de Deus nos convida a viver mais santamente e por isso mais imersos no mistério da Páscoa do Seu Filho.

Se deixarmos que o nosso coração se ilumine então teremos diante de nós em cada circunstância a presença do Senhor que nos ama e, por isso, nos redime. Chegou a hora de deixar os medos para trás. Chegou o Domingo da Páscoa do Senhor! Chegou o momento de permitir que o Ressuscitado entre nas portas fechadas da nossa casa e actualize o milagre da Páscoa da Redenção. Ele quer mostrar-nos as Suas mãos e os Seus pés… Que esperamos nós? Aguardamos o quê? Ele quer sentar-se à mesa das nossas lutas, junto de cada questão que nos tira paz… Ele quer estar connosco para que também nós sejamos homens e mulheres ressuscitados.

Caros paroquianos, deixemo-nos envolver por este anúncio que desde a manhã de Páscoa nos ajuda a viver: Acreditamos, Tu vives Senhor!

Até Domingo, se Deus quiser.

 

PP

publicado por Pedro Manuel às 16:46

Tanta coisa que está a talho de foice... umas vezes cortamos mesmo... outras torneamos a questão para que se faça uma prévia separação...
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